terça-feira, 23 de junho de 2009

Brreira .

Bom Dia !!!!!


Que o seu dia lhe traga a iluminação necessária para que posas transpor a barreira que se ergue a sua frente e simplesmente podes ultrapassar apenas querendo, dando um passo a frente, indo de encontro a mesma e ao subjulga-la se ergue-rá a caminho da tranqüilidade .

JB


Uma máquina pode fazer o trabalho de cinqüenta pessoas comuns. Máquina alguma pode fazer o trabalho de um homem incomum.

Elbert Hubbard


A Cigana

Cabelos longos, lisos.
Braços fortes.
Coxas roliças.
Altura mediana.
Sorriso aberto, tímido.
Unhas pintadas de vermelho, intenso.
Maçãs salientes.
Olhos repuxados.
Era um tipo que passaria por meio indígena se não fossem as roupas coloridas.
A saia rendada e rodada.
Um pente prendia eternamente o cabelo.
Um rosto belo realçava tudo isso.
Assim era a cigana do Chateaux da Apolônia.
Dentre os vários mistérios que aconteciam na casa de Apolônia saber ao certo a origem de suas meninas era um deles.
As meninas surgiam e desapareciam como fantasmas.
Apesar de ser uma das garotas que faziam ponto lá no Chateaux, a cigana mantinha hábitos do tempo nômade.
Continuava cigana.
Lia mãos.
Botava cartas.
Fazia previsões de um futuro certo para aquelas vidas incertas.
Acertava um tanto. Errava outro.
Só lembravam dos acertos.
Era inteligente.
Tinha técnica.
Colocava as previsões de forma vaga,
Conduzia o raciocínio para o que a cliente desejava.
Certa vez colocando cartas para Apolônia o ordenamento aleatório do baralho concluiu com olhar assustado:
No dia que você acabar de pintar seu quadro você morre.
Nunca mais colocou cartas pra ninguém.
Ela acreditou na farsa que contava como verdadeira.
Acreditou no acaso das cartas.
Ela acreditou na história montada por uma seqüência aleatória e ilógica.
Era ilógica.
Era cruel.
Temia acontecer o que vira.
O que pressentira.

Raimundo de Araujo Campos

Beijões e Abrações .

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PAZ .

PAZ .

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