terça-feira, 27 de outubro de 2009

Recompondo .

Bom Dia !!!!!

Me recompondo de viajem mais já, já estarei prontinho para o dia-a-dia e recolocando idéias e pensamentos no papel e tudo que puder, farei para tornar a sua, a minha, a nossa vida mais amena para que consigamos honrosamente levá-la e desfrutar na maior serenidade; a vida.

JB

Nenhuma qualidade nos proporcionará mais amigos do que a disposição para admirar as qualidades dos outros.

James Boswell

Escoa

Os meus sentidos são como ralos do mundo.
Por eles escoam dejetos e estilhaços
que recebo como gotas que escapam
do imenso amontoado que se retorce em frangalhos.

Me sinto uma usina recicladora
que a experiência construiu,
ajustando aqui e acolá as peças, que na juventude,
insistiam em rejeitar os subprodutos da vida.

A matéria orgânica que o universo produz
me chega atirada de todos os lados,
em pequenos pedaços que às vezes machucam,
ferem, arranham e intoxicam.

Aprender! Sim, foi para isso que aqui vim:
saber desmontar as armadilhas
tão pontiagudas quanto necessárias.

Afinal transpus o cume que me impedia de ver
o vale encantado após a montanha
e, num passe de mágica, e num insight profundo,
entendi quase tudo.

O controle que era de quantidade,
passou a ser de qualidade e apurou a sintonia fina.
Agora transformo a água em vinho,
o vazio em arco-íris
a chuva em sol e o sol em chuva quando precisa.

Outrora a íris confusa via o que não ocorria,
os ouvidos brutos não distinguiam som de música
nem a boca gulosa, gosto de sabor
e nem mesmo verbo de poesia.

Meus olhos vêem agora o que antes sumia,
os ouvidos ouvem e não mais só escutam.
Minha boca degusta o que o paladar não sabia,
impropérios não mais, só poesia.

Meus dedos de outrora classificavam matéria,
hoje tocam as cordas de um coração afinado.
Os odores de outrora
que antes fediam,
já não mais existem e foram embora.
Neste momento, o ar que respiro
é cheio de aromas que a mim inebriam.
Fagulhas de vida que saem e que entram,
às vezes com luz, às vezes com fogo.
O filtro é o caráter que nasce da alma,
já muito surrada, meio esfarrapada,
mas sábia e astuta
e que nada perturba.
Faz de uma agulha
que feito um espinho
espeta e machuca,
a sua batuta que tece a bandeira
que embrulha a virtude e alto tremula.

Leopoldo Luiz Sliwak

Beijões e Abrações .

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PAZ .

PAZ .

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