sábado, 10 de dezembro de 2011

Parabéns Lita Moniz !




Bom Domingo !!!!!

Um ótimo Domingo desejo e que Jesus sempre contigo esteja e o narrado abaixo é referente ao texto de uma Linda Amiga e Poetiza que Me permite utilizar seus textos . Lita Moniz .


Lindo Linda Amiga e com muito significado . Para quem sabe ler, um pingo é letra .
Entre o passado, o presente e o futuro nós estamos a organiza-los e quando não o fazemos, sofremos tendo até que retroagir para dentro do bom senso simples e humildemente  tentar resgatar o que outrora deixamos passar por imprudência, incompetência ou arrogância .
Saibas que realmente quando sós, nos transformamos, mais independente de qualquer coisa podemos sim, só viver, mais que é muito melhor poder confraternizar com tudo e todos, isso realmente é melhor . Procure viver com a natureza a rodear-Te sempre que possível, pois verás que a energia emanada lhe adentrará pelas narinas e todos os poros revigorando seu corpo, seu ser, sua vida e assim poderás alcançar o equilíbrio necessária para que alcance a harmonia que lhe proporcionará Felicidade .
Devemos sim, sempre que podermos olharmos para traz e sempre que reparar podermos, o fazer, e em reviver as alegrias vividas no passado, não pense duas vezes, agarre a oportunidade e seja Feliz .

JB 

Há momentos que pensamos que somos forte e ate mesmo dono da razão. Quando viramos a pagina percebemos que todos tem o direito de ser livres mesmo quando certas liberdades contradizem com nossos paradigmas. Então entendemos que na pagina da vida, não podemos edita todas as regras porque na realidade ninguém é de ninguém...

Americo Oliveira Costa Junior

Um Dia de Primavera

Um dia de Primavera, não resisti,
voltei ali. Não me detive na aldeia.
Fui logo para aquele monte,
Aquele perto da fonte.
Estava com sede bebi.
A água jorra da pedra.
Não sei como isso se deu.
Veio do alto da serra,
Correu por debaixo da terra.
E foi ali que nasceu.
Era sede de água pura.
Era sede de brancura.
Era sede de gritar para aquela
fonte que fiz acontecer.
Que sou o que queria ser.
Corri pelos lameiros da minha infância.
Brinquei com pássaros e grilos.
Chapinhei naquele regato.
Como ninguém me via.
Cantava, dançava e ria.
Se fizesse isso na aldeia, coisa feia!
Mas ali valia tudo e tudo valia a pena.
Em meio a tanta folia ia chegando a alegria.
Ai que prazer!
Estava ali para me vingar.
Aquela fonte ria de mim quando me via a sonhar.
Vim  te dizer que aprendi a navegar.
Meti-me pelas minhas entranhas e fui assim
até me encontrar comigo e com os demais amigos
que vivem dentro de mim.

Lá fora, outra hora!
Amei perdidamente uma alma nobre.
Um coração acetinado.
Não era um príncipe encantado.
Era só o meu namorado.

Matei a saudade a pedradas e a enterrei.
Só a terra é capaz de a  deter.
De a não deixar ressuscitar.
Voltei aqui para te dizer que joguei fora
aquela vontade de ir embora.
Matei a ânsia da minha infância.
Voltei aqui para rir até me fartar das
bobagens com que andava a sonhar.
Voltei para te contar que descobri o
teu segredo.
Água que nasce num penedo é água
que perdeu o medo.
Rainha das   águas puras, como sabias
quem eras, abriste caminho entre as
pedras.
Contigo aprendi que água para ficar pura
tem que passar entre pedras rascanhosas,
Por fendas sinuosas e para ficares mais
Pura ainda, cada fenda que te limpou para
trás ficou.
Queria te agradecer, foste o espelho que tinha.
Mostravas-me quem eu era, apontavas-me o
que vinha.
Falavas-me de outros mundos e me punhas a sonhar.
Vim aqui para me vingar.
Porque me deixaste partir sem me
avisares dos perigos que precisei enfrentar.
Podes não acreditar, mas vi até o diabo.
É mesmo como o pintam, um homem muito feio
com chifres e com rabo.
Tu o conhecias bem, achavas que nunca se atreveria
a vir ter comigo também?
Chegou bem na pior hora.
O diabo é assim, fica sorrateiro a esperar que  caias
e fiques sem forças para te levantares.
Como se enganou aquele diabo.
Uns metros à frente, ergui-me de repente.
Criei coragem.
Lavei-me, troquei-me, retoquei a maquiagem
e segui viajem.
Joguei fora aquela roupa, e a lama que jogou
em mim.
Acho que entendeu.
O recado estava dado.
Nunca mais apareceu.
Mesmo assim achei por bem voltar.
Deixar esta água correr entre os meus dedos.
Pedir-lhe:  lava meus medos, meus segredos.
Vou beber desta água pura.
Vou me encharcar por dentro e por fora.
Vou chamar as forças da natureza para
este ritual.
Sempre estiveram aqui junto de ti.
Água que sai de um penedo, é água que
afasta o medo.
Aprendeu com a idade a se livrar da maldade.
Espantou fantasmas, demônios.
Aquietou o espírito para mais forte ficar.
E seguiu por entre as eras abrindo caminho
entre as pedras.
Vou acender uma fogueira.
Vou fazer uma queimada, daquelas
bem preparada.
Capaz de exorcizar qualquer mal a
me esperar.
Vou cercar esta fogueira com o teu regato.
Quero que participes do ato.
Vais ser parte do feitiço.
- Beijo de mulher bem amada vem te juntar
à queimada.
- Alma de criança bem nascida vem fazer a
vida apetecida.
- Verdes campos do lugar.
Verde, de fazer o pão nascer, entra nesta queimada,
enche de saúde e fartura toda a criatura.
- Céu azul, lindo de se ver, derrama aqui teu poder.
Nuvens brancas a chegar, devagar, bem devagar,
polvilhai esta queimada com a vossa água iluminada.
- Raios do sol entrai, colocai aqui a essência da nossa
existência.
- Inteligência Cósmica, Providência Divina, benevolente
desce docemente.
Acrescenta a esta queimada o sabor e o odor que esta
Morada vai ter quando o mal desaparecer.
Vou beber até me fartar e oferecer a quem por aqui passar.

Lita Moniz


Beijões e Abrações .

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PAZ .

PAZ .

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