quinta-feira, 9 de agosto de 2012

É Eu sou um palhaço!




Bom Dia !!!!!


É Eu sou um palhaço!

Por mais que me esforce e caminhe por vias tortuosas e a cada minuto, a cada dia os obstáculos se erguem provocando com que as batalhas se tornem mais cansativas e a cada,  Me torno mais desgastado e fragilizado pois o teor, a essência em si da coisa Me toca e ao Me dar conta fico por um fio a beira da insanidade.  Quando terei o direito de ser igual aos outros, quando terei direito de ir com a dignidade e descansar, quando terei direito a não mais padecer nessa vida ? Se sabes, Me diga e em sim diga-me como .


JB

A palavra é um dos elementos com que o homem costuma lavrar sua felicidade ou sua desventura.
   
Gonzalez Pecotche


Trinta e nove anos


       Também era quinta-feira e minha mãe contava trinta e nove anos. Estava calor, céu despejado como hoje, e no jardim uma brisa leve refrescava os ramos das cereijeiras. Eu saía da minha mãe, entre umas coxas iguais a estas, cedo pela manhã, quando o calor ainda não abafava os lençóis daquele pequeno hospital da Estrada, cujo jardim hoje murcha igual que os seus muros abandonados. Era a terceira, a nena, a esperada. Imagino a sua dor e os meus choros, o bramar do mundo com voz de trono e vacas, sabor de cereijas, cheiro de teares de linho. As contrações do arado na terra, o puxar nervoso do bezerro, o suor calcolítico da frente, o regueiro de águas a escorrer, o assombro da leoa renascida de si mesma, do seu igual. A mãe, a filha, de súbito a presença, antes dentro, agora fora, atordoadas, molhadas em fluidos, sãs, fortes e dispostas a viver. Rodeadas da brancura do hospital vizinhal, do amor do meu pai e irmãos, do aroma efémero do verão. Assim foi, segundo afirmam todas as crónicas, o meu nascimento há hoje justamente trinta e nove anos.



PoetaGalega


Beijões e Abrações .



Nenhum comentário:

PAZ .

PAZ .

Horloge numérique / digitale